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Conheça Alphas, Série de Heróis que Vale a Pena Conferir!

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Um pouco desconhecida no Brasil (e no mundo) Alphas é uma incrível série para quem gosta de uma boa ficção (e ótimos poderes)…

Por Leo Gravena → Alphas é uma série do canal americano Syfy que estreou em Julho de 2011, recentemente finalizou sua épica segunda temporada e encaminha-se em direção a uma mais incrível série de episódios em 2013. A série de criada por Zak Penn ( Vingadores, Elektra, X-Men 2 e X-Men: A Batalha Final) e Michael Karmow, que nunca fez nada de interessante ou minimamente importante antes da série, além de ser produtor da deliciosa “CatDog”, aquele desenho bizarro com um ser que ela meio cachorro e meio gato. Voltando ao assunto, Alphas fala de uma equipe de pessoas com superpoderes, eles são financiados pelo governo para impedir ameaças relacionadas a qualquer Alpha que saia de controle.

O interessante da série porém não são os casos em si, mas sim as relações entre os personagens e obviamente, os poderes . O que faz com que goste tanto de Alphas é que grande parte das habilidades mostradas são tratadas como uma evolução, mas não são algo totalmente louco e estranho como atirar raios laser dos olhos, claro que vez ou outra tem uma habilidade mais “fodona” e mais apelativa, sem ligar muito para isso de ser algo “real” ou não, mas é uma ficção, então é bom relevar as vezes. Mas grande parte dos poderes de Alphas consiste em uma evolução de habilidades que podem ser conquistadas, ou não, durante a vida, entre elas criancinhas que sabem sequencias numéricas e geométricas instintivamente (enquanto você lutava para guardar o “Pi é igual a 3,14” no colégio!), controles de feromônios, emoções e super-força causado pelo aumento absurdo de adrenalina no sistema fazem parte dos poderes no catálogo de Alphas.

O grande defeito de Alphas talvez seja seu inicio, os primeiros episódios não andam para lugar nenhum e dão a sensação de que a série seja apenas mais um procedural, sem inovar ou ser ruim, os roteiristas parecem ter medo de ousar nas tramas e o que vemos são histórias boas, mas seguras, mais do mesmo. Mas é uma sensação boa ver como isso vai mudando a cada episódio, e ai você chega ao final da primeira temporada e consegue apenas pensar: “Uau, essa é aquela mesma série que eu estava vendo?”, sim e não, pequeno gafanhoto, já que a série muda bastante, mas continua tendo o mesmo nome.

Na série encontramos um grupo de cinco alphas (seis na segunda) que são liderados pelo Dr. Lee Rosen, humano especializado no estudo de Alphas, a equipe, incialmente, conta com Gary, um garoto autista que possui a habilidade de ver e manipular ondas e radiação eletromagnética, aka internet grátis, isso e hackear o sistema de câmeras de Nova York são a principal função do personagem. Bill é o antigo agente do FBI que se acha “O Cara”, ele consegue aumentar o nível de adrenalina em seu sistema, fazendo com que ele ganhe uma força, velocidade, durabilidade e resistência maior que as outras pessoas, porém não consegue manter esse estado por muito tempo, já que o estresse continuo pode fazer com que ele morra. Nina é a manipuladora do grupo, que pode induzir as pessoas a fazerem o que ela quer. Rachel é uma tímida garota indiana que consegue multiplicar seus sentidos, porém quando está focada em um, desliga-se dos outros quatro. A série começa com a entrada de Cameron para o grupo, ele possui uma mega pontaria (algo meio que Domino, apenas que sem todo o fator de sorte), na verdade seu cérebro consegue processar informações muito mais rapidamente, dando a ele mais precisão e reflexos… Mas super pontaria ainda é mais legal.

Na segunda temporada temos a entrada de Kat para o grupo, uma garota loirinha, baixinha e gente boa, que pode aprender qualquer coisa em uma velocidade gigantesca, porém seu cérebro “formata” a cada dois meses (mais ou menos), e ela se esquece de absolutamente tudo o que aprendeu e descobriu, sejam habilidades, pessoas, toda a sua vida é apagada e ela recomeça do zero. Nesta mesma temporada temos mais destaque também para Dani, a Filha do Dr. Rosen que é uma Alphas que consegue sentir e controlar emoções alheias.

Claro que assim como toda saga épica que se preze temos um vilão megaevil para atormentar a vida dos mocinhos! Porém, em Alphas a coisa não é em preto e branco e em alguns momentos e até mesmo possível compreender os motivos de Parish, ele inclusiva lembra bastante Magneto com seus ideais de que humanos e Alphas não podem viver juntos e assim os humanos devem ser exterminados. Mas toda essa briga vai muito mais do que simples bombas espalhadas pelo mundo, além de toda a questão ideológica, temos também várias batalhas que vão acontecendo com o passar dos episódios, tudo para levar ao grandioso final da segunda temporada, onde temos o embate final entre Rosen e Parish.

Mas é claro que o caminho até ali é fantástico, ver a gradual melhora da série, as ótimas habilidades como a mulher que fica invisível calculando o ponto cego das pessoas, ou o cara que pode induzir uma pessoa em necrose avançada, fazendo com que os tecidos se seu corpo de degradem rapidamente através de uma toxina letal. E Alphas é isso, uma série com heróis um pouco mais realistas do que estamos acostumados a ver, e consegue ficar bem longe da sombra de outras séries do gênero, como Heroes, criando uma trama sólida, segura, mas que com o tempo aprende a ousar e ter coragem de criar tramas que se executadas da maneira errada poderiam decepcionar… Poderiam. Alphas sem duvidas é uma série a qual se deve dar uma chance… Ainda mais quando a série tem uma das melhores aberturas das séries atuais, como não amar o “People don’t understand, understand, understand, People don’t understand… People Like me.”?

Agora que a notícia acabou, aproveita para conferir o vídeo mais novo no nosso canal!

sobre o autor Leo Gravena

Jornalista ~ X-Men ~ Magia do Caos ~ @LeoGravena
"...It was never going to be okay..."