Sherlock: 4.01 – O detetive está prestes a enfrentar seu maior inimigo!

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Sherlock: 4.01 – O detetive está prestes a enfrentar seu maior inimigo!

Atenção: Alerta de Spoilers!

Ministério Anti-Spoilers adverte: Se não quiser receber spoilers sobre esse assunto, não continue lendo.

Depois de três anos em hiato, Sherlock finalmente voltou para sua quarta temporada. O primeiro dos três novos episódios, The Six Thatchers abriu o novo ano da série.

A terceira temporada de Sherlock levantou inúmeras perguntas sobre o futuro do detetive consultor. As aventuras episódicas daquele ano foram essenciais para o desenvolvimento dos personagens e manutenção da trama. Enquanto a quarta temporada segue de imediato os eventos da terceira, o novo episódio tratou de algo que acontece a todos nós: A vida.

A incapacidade de evitar o destino foi o esqueleto da narrativa, ilustrada pelo antigo conto mesopotâmico do Encontro em Samarra. A história foi recitada por Sherlock, que quando criança reescreveu o final e fez sua própria versão. A predestinação não é racional na mente do detetive.

The Six Thatchers é a história mais contrastante da série. Ela toma como base o conto dos Seis Napoleões, que na série foram substituídos por seis estátuas do busto de Margaret Thatcher, afinal, ela é considerada o Napoleão de seu tempo. Entretanto, não há a sensação de ameaça que fez The Reichenbach Fall e His Last Vow serem tão impactantes. Não há um grande mistério para ser resolvido. Vivian Norbury não representa um caso complicado, muito menos convidativo. Pelo contrário, o episódio foi apenas dependente do nosso amor aos personagens.

As aventuras de Holmes trazem consequências, principalmente em um âmbito familiar. Agora, John e Mary são pais do bebê Rosamund e o médico apresenta sinais do cansaço da vida monótona de casado. Watson e Holmes eram uma família, mas como foi afirmado e reafirmado, o casamento muda as pessoas. Sherlock, por incredulidade, até incluiu Mary em seus casos. Ela era a escolha óbvia, uma mulher experiente e inteligente. John acabou ficando pra trás.

Curioso que a separação de Amanda Abbington e Martin Freeman nos bastidores torna a revelação sobre os flertes de Watson ainda mais pesada. Porém, a necessidade de se livrar de Abbington acabou sendo imediatista de mais, até previsível, visto que a série mal riscou a superfície do relacionamento dos dois.

Mesmo assim, Mary encontrou estabilidade em John, deixou A.G.R.A pra trás e tentou uma vida normal. Seu ex-parceiro, Ajay, foi quem não gostou da ideia, iniciando um plano de vingança contra a mulher inglesa. Pena que era a mulher errada. Erro esse, que custou sua vida.

O grande cliffhanger da terceira temporada, contudo, continua a nos perseguir. Não há gêmeos, não há Moriarty, não há mais um jogo. Apenas Mary, apenas alguém para sentir falta.

Por arrogância, Sherlock pensou que poderia fazer sua versão da história se tornar realidade, pensou que poderia levar Mary à Sumatra, fazer dela um pirata e manter seu último juramento. Já Mary sempre soube que não poderia enganar a morte. Ainda assim, tentou ter uma vida comum, mas, como Rosamund, ela era um cadáver ambulante cujo estilo de vida costuma levar à uma aposentadoria permanente. No fim, o passado veio cobrar uma dívida, veio encontra-la em Samarra.

Quanto a Sherlock, ele estava certo sobre famílias desmoronarem e infelizmente aprendeu isso da pior maneira. Agora, o detetive está prestes enfrentar seu pior inimigo… sua arrogância. E Norbury sempre estará lá para assombra-lo.

nota sherlock
The Six Thatchers (T4E1) 

Sherlock retorna com um episódio inédito no próximo domingo.

sobre o autor Felipe de Lima

Pelo poder da verdade, eu, enquanto vivo, conquistei o universo. Me segue no twitter @tearsgodown