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O fim da era Rick Remender

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Rick Remender, quando assumiu as rédeas do Justiceiro, ainda era um escritor que estava começando a trilhar o caminho rumo ao estrelato.

Por Felipe Lima → Algum tempo depois, assumiu o comando da Fabulosa X-Force, com a difícil missão de fazer um trabalho à altura da dupla criativa anterior, Craig Kyle e Chris Yost. Se na inusitada X-Force Remender mostrou todas as qualidades que um escritor deve ter, o mesmo não pode ser dito em relação a sua inconstante passagem pelo Justiceiro.

A passagem de Rick Remender pela revista começou nos primórdios do Reinado Sombrio, momento em que Norman Osborn virou o xerife do mundo ( No Brasil, essa etapa foi publicada em Marvel Apresenta n° 46 e 47). O contexto básico era mostrar o Justiceiro em uma missão quase impossível: Matar Osborn. Ganhou até um novo parceiro, Henry Russo, que, posteriormente, se revelou filho de um dos seus maiores inimigos, o Retalho. Osborn deixou a tarefa de liquidar o Castle para o Capuz, que acabou ressuscitando diversos vilões. Nessa leva, outro personagem querido dos fãs retornou também: Microchip, antigo parceiro de bugigangas do Justiceiro. Nessa etapa, Remender está longe da qualidade narrativa que posteriormente mostrou na Fabulosa X-Force.
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Mas a briga com entre o Capuz e o Justiceiro não durou muito. Norman resolve chamar seu “Wolverine de estimação”Daken, para acabar com a vida do Justiceiro (Vide o especial “A Lista”). Daken fatia o personagem, mas quem disse que a Marvel ia deixá-lo em paz? Castle retorna, para viver uma de suas fases mais controversas, Franken-Castle (vide Universo Marvel n°07/14, Wolverine n° 81/82, Universo Marvel n° 27). Há pessoas que acham o material muito bom, mas existem aqueles que colocam essa fase no mesmo patamar de momentos (não) memoráveis, como as fases “anjo” e“mafioso”. Mas, assim como a grande maioria das mudanças, essa etapa não durou muito.
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Quem acompanhou a revista sabe que Castle conseguiu a famosa Bloodstone, pedra que concede poderes aos membros da família de caçadores de monstro Bloodstone. Leitores da Nova Onda vão se lembrar de Elsa Bloodstone, filha de Ulysses Bloodstone. Elsa, inclusive, deu as caras na revista. A poderosa pedra ajudou Frank a voltar ao normal, mas como sempre acontece, não sem um preço: Sua (pouca) Sanidade. A após a intervenção de Elsa Bloodstone, Morbius, dentre outros personagens relacionados ao segmento de terror da Marvel, Castle volta ao seu normal, separando-se de seus antigos aliados (Mais detalhes em Punisher n° 21, publicado aqui no Brasil em Universo Marvel n° 27).
 Mas o período de Remender não estava finalizado. Havia algumas pontas soltas a serem resolvidas. E Castle não é de deixar pontas soltas. Assim, Remender finaliza sua passagem pelo personagem com a mini “No Sangue” (“In The Blood”, no original), publicada em Universo Marvel n° 28/32. Na mini, Castle está de volta, sedento por vingança, principalmente contra o Capuz e Microchip, responsáveis pela morte deG.W. Brigde, morto em um ritual para trazer a família de Frank Castle do mundo dos mortos. Como vimos, o ritual obteve sucesso, mas Castle acabou matando-os, já que considerava seus familiares uma abominação. Aqui, depois de resolver os problemas referentes à fase Franken-Castle, o Justiceiro retorna para acertar as contas com seu ex-parceiro. Mas as coisas não vão ser tão simples.

Primeiro, Castle vai ter que se contentar em matar apenas Microchip, já que o Capuz é um problema dos Vingadores. Segundo, Justiceiro não é o único interessado em Microchip. Eis que surge Stuart Clarke, o ex-vilão Fúria e ex-parceiro de Castle na fase Fraction, e seu pior inimigo, Retalho. Além de Microchip, seu atual parceiro, Henry Russo, filho do Retalho, também é alvo da dupla. Remender resolve escrever uma história extremamente violenta, em níveis perto da linha MAX. Nem na X-Force teve tanta violência praticada por uma pessoa só (E nessas horas percebemos como Opeña faz uma baita falta…). A quantidade de mortos é astronômica. Nada consegue parar Frank Castle, que quer a todo custo eliminar Microchip. A mini termina com diversas pontas soltas acumuladas ao longo de anos resolvidas. Microchip é morto. Stuart Clarke é morto. E Retalho, aparentemente, morto. Dos antigos parceiros, somente Henry Russo ficou vivo, mas passa a cuidar mãe, já que Castle acabou com a parceria.

Em minha opinião, a resolução de algumas pontas soltas, vindas desde a época em que Fraction comandava a revista, seja o grande mérito da minissérie. Só. Mas, em termos de história, consegue ser bem superior ao período inicial da revista. O problema é a ausência de algum grande parceiro de Remender na minissérie, como Opeña, que deixaria as cenas de ação mais interessantes. Algumas cenas perderam muito de seu impacto sem um grande desenhista.
Remender sai melhor do que entrou, de qualquer forma. E teve o trabalho de fechar alguns pontos, como Microchip, Stuart Clarke e parceria com o filho do Retalho. Assim, resolvidas as questões pendentes, que venha a premiada fase de Greg Rucka no comando do personagem.
Fonte: Marvel616

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sobre o autor Felipe Lima

Apaixonado por música, viciado em internet, cinema, Tony Hawk Pro Skater, The King of Fighters e Cuphead. Colecionador de Funko e action figures em geral.