Capa da Publicação

A emocionante jornada de Woody em Toy Story!

- – Amigo, estou aqui…

Por Guilherme Souza Toy Story revolucionou a indústria de animações e nos mostrou que os filmes animados podiam ter muito mais profundidade e realismo do que tudo o que já conhecíamos.

Na trama, descobrimos que nossos brinquedos são seres vivos e que possuem grande importância para nós. Tendo como protagonista o boneco Woody, a franquia conquistou milhares de fãs ao redor do mundo, nos fez rir, chorar e quebrou muitos recordes de bilheteria. Hoje, iremos relembrar a jornada do cowboy e falar um pouco sobre as expectativas para seu futuro.

Antes de falar sobre a relação entre Woody e o garoto Andy, iremos falar sobre os eventos de Toy Story 2, que nos mostraram que Woody era, na verdade, um boneco que foi vendido como material promocional da série “Vida Woody”, que mostrava Woody e seus amigos vivendo aventuras pelo velho-oeste através de bonecos de marionete.

Esse conceito de bonecos de marionete casa bem com a ideia original para o primeiro filme, que mostraria Woody como um (assustador) boneco de ventríloquo, que viveria aventuras ao lado do brinquedo Tiny Toy, que estrelou um dos primeiros curtas-metragem 3D da Pixar e serviu como cartão de visitas para que o estúdio mostrasse que era possível alcançar feitos incríveis com as animações geradas por computador.

Depois de muitos impasses com a Disney, o conceito inicial de Toy Story foi refeito e Woody foi reformulado, se tornando o que conhecemos hoje em dia.

No primeiro filme da franquia, descobrimos que Woody era o brinquedo favorito de Andy, um garoto que literalmente idolatrava o cowboy e deixava sua imaginação aflorar sempre que brincava com ele e com os demais brinquedos de seu quarto.

O “reinado” de Woody acaba quando, em sua festa de aniversário, o garoto é presenteado com o novo boneco Buzz Lightyear. Ao contrário de Woody, Buzz era baseado nos astronautas e representava a transição entre idolatrar os filmes de faroeste e a chegada dos filmes de ficção científica e evolução da tecnologia.

Enquanto Woody limitava-se a ser um boneco de corda que pronunciava algumas frases pré-gravadas em sua caixa de voz, Buzz era um boneco cheio de articulações, luzes, sons e asas retráteis, algo que com certeza desperta a atenção de qualquer criança. Com a chegada de Buzz, Woody acaba caindo no esquecimento, tanto por parte de Andy quanto pelos demais brinquedos que vivem com ele.

Acontece que o xerife não lidou muito bem com essa rejeição e acabou deixando que sua inveja falasse mais alto, fazendo com que ele criasse um plano para se livrar de Buzz. Infelizmente, o tiro sai pela culatra quando Woody também acaba se perdendo junto com Buzz.

Por mais que, no início, os dois se odiassem, eles acabam descobrindo que precisavam se unir se quisessem sobreviver, além disso, a jornada dos dois fez com que Buzz entendesse que ele era um brinquedo e não um patrulheiro espacial como acreditava ser e Woody o ajudou a lidar com isso.

No longa, vimos também uma importante mensagem sobre cuidar bem de seus brinquedos e que eles também possuem sentimentos.

Já no segundo filme, além de estabelecer o passado de Woody, tivemos também uma evolução narrativa e visual astronômica, mostrando o quanto a franquia ainda podia melhorar. Além de apresentar novos personagens, o longa também falou sobre o sentimento de abandono que alguns brinquedos precisam passar quando seus donos deixam de ser crianças e perdem o interesse por eles.

Também tivemos os primeiros indícios de Woody se auto sacrificando pelo bem maior e mostrando mais de sua liderança, características que ficaram ainda mais fortes nos próximos dois filmes da franquia.

Em Toy Story 3, tivemos alguns dos momentos mais difíceis da existência de Woody, com o boneco tendo de lidar com o crescimento de Andy e seu inevitável abandono, quando o garoto parte para a faculdade. No longa, vimos o quão doloroso isso foi para Woody e seus amigos.

Embora o cowboy tentasse segurar a barra e se manter otimista, tudo ficava ainda mais difícil quando eles tinham que lidar com crianças pequenas que não sabiam brincar adequadamente com eles, sem contar o fato de terem que enfrentar um urso de pelúcia maligno, que controlava quais brinquedos tinham que sofrer com as crianças pequenas e quais podiam aproveitar os privilégios de brincar com as crianças maiores.

Ali, sabíamos que as vidas de Woody, Buzz e companhia nunca mais seriam as mesmas, contudo, existem males que vêm para o bemi. Ao final do filme, temos o emocionante reencontro entre Woody e Andy.

Andy sabia que não tinha mais idade para brincar com seus velhos brinquedos, mas toma uma atitude nobre de doá-los para outra criança e é aí que surge a adorável Bonnie. Antes do adeus final, Andy brinca mais uma vez com seus amigos de infância e passa seu legado imaginativo para a garotinha.

Apesar de Toy Story 3 ter sido o encerramento perfeito para a franquia, a Pixar decidiu que ainda poderia contar mais uma história e nos presenteou com o igualmente emocionante quarto filme.

No longa, vemos mais da rotina dos brinquedos ao lado de Bonnie, entretanto, mais uma vez, Woody acaba sendo deixado de lado, mas mesmo assim, ele não estava disposto a “deixar a peteca cair” e faz o possível para reconquistar a atenção da garotinha, mas além disso, faz o possível para divertir sua nova dona, afinal, essa é a função principal de um brinquedo.

Ao longo do filme, vemos Bonnie criando seu próprio brinquedo com materiais descartáveis e mais uma vez, Woody tenta proteger o que mais importa para a garota, mesmo que isso signifique colocar a si mesmo em perigo.

Em meio a muito humor e aventura, o quarto filme também aborda de forma sensacional a rejeição sofrida pelos brinquedos, que sonham apenas em ter uma criança que brinque com eles e os trate com carinho. A trama traça um paralelo emocionante com a boneca Gabby Gabby, que embora pareça uma vilã inicialmente, acaba se mostrando apenas um brinquedo que sonha em fazer uma criança feliz e não mede esforços para isso.

Woody acaba abrindo mão de uma de suas características mais fortes para realizar o sonho de Gabby Gabby, mostrando mais uma vez o quão altruísta ele é.

Temos também o tocante reencontro do xerife com a boneca pastora Betty, que era seu interesse amoroso nos dois primeiros filmes, mas que acabou caindo no esquecimento. A trama nos mostra que Betty se tornou um brinquedo abandonado, mas que soube tirar proveito disso e mesmo que inicialmente Woody rejeite essa ideia e até acabe mostrando um certo preconceito com os brinquedos abandonados, ele acaba entendendo que nem sempre é necessário uma criança para que eles sejam felizes.

Ao final de sua jornada, Woody acaba entendendo que seu tempo passou e que Bonnie conseguirá ser feliz sem ele e que ele também será feliz sem ela, permitindo que ele saia em busca de novas aventuras ao lado de Betty e de outros brinquedos abandonados.

Fique com imagens de Toy Story 4 em nossa galeria:

Imagem de perfil
sobre o autor Guilherme Souza

Outra grande manchete: 'Água, molhada!'