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Como a Marvel finalmente abraçou a galhofa dos quadrinhos nos cinemas!

- – Eles não podiam correr muitos riscos no início.

Por Guilherme Souza Quando o Marvel Studios iniciou seu universo Cinematográfico em 2008, tudo era diferente, na verdade, os filmes de super-heróis ainda estavam em seus primórdios e nenhum outro estúdio havia se arriscado em criar um universo de diferentes narrativas que se conectavam.

Além disso, o estúdio também precisava lidar com o fato de que seus personagens mais famosos e queridos estavam sob a tutela de outros estúdios, sendo assim, eles tinham uma chance praticamente única de fazer o plano dar certo e emplacar os personagens que restavam.

Com o Batman de Christopher Nolan fazendo um sucesso absurdo, cabia ao Homem de Ferro dar o pontapé inicial nesse universo e a missão não foi nada fácil. Felizmente, Robert Downey Jr. conseguiu cumprir a meta e iniciou o que se tornaria a franquia mais rentável dos cinemas.

Acontece que, no início, esse universo não era puramente quadrinhos. Na verdade, quando olhamos para o passado do Universo Cinematográfico Marvel, podemos notar algumas similaridades com o Batman de Nolan, principalmente na questão de tentar dar veracidade para o mundo dos super-heróis através de uma base científica

O exemplo mais claro disso é o Thor, que no início de sua jornada cinematográfica, foi tratado como uma alienígena, algo que foi se perdendo com o passar do tempo, até que chegou o ponto de realmente abraçarem a mitologia nórdica que permeia os quadrinhos. 

É claro, muitas dessas limitações eram resultado dos fatores apontados acima, porém o Marvel Studios realmente abraçou a fantasia e o surrealismo com a chegada dos filmes cósmicos e com a revelação das Joias do Infinito. Dali em diante, ficou claro que não era mais necessária uma base científica para explicar tudo nos mínimos detalhes. 

Com o primeiro filme solo do Doutor Estranho, tudo ficou ainda mais escancarado, já que, pela primeira vez, começaram a abordar temas como magia, se aprofundar no Multiverso e tudo o mais. 

Thor: Ragnarok explorou muito bem esse lado fantástico dos quadrinhos sendo adaptado para os cinemas, seja pelas criaturas presentes no longa ou pelo fato dos personagens tratarem a si mesmos como deuses. Além disso, o longa nos deu um pequeno vislumbre das Valquírias lutando enquanto estavam montadas em cavalos voadores e nenhuma explicação para isso foi necessária, eles só estavam lá e pronto

Em Vingadores: Ultimato, esse surrealismo é elevado à enésima potência, com a chegada de viagens no tempo, portais mágicos e todo o tipo de criatura fantástica dando as caras. Embora o filme até tente dar uma base científica para explicar o uso das energias do Reino Quântico para viajar no tempo, fica claro que isso não faz mais diferença, afinal, o público já entendeu que não é mais necessário se inspirar nos filmes de Nolan e que o Marvel Studios criou sua identidade própria que pode abraçar toda a fantasia dos quadrinhos. 

Ao que parece, isso ficará ainda mais evidente no futuro, com a chegada de um vilão que usa anéis mágicos como armas, um vampiro que anda sob a luz do sol e sabe-se lá mais o que. Atualmente, a Marvel conseguiu reproduzir nos cinemas toda a essência dos quadrinhos e isso pode ser notado até mesmo nos trajes usados pelos personagens, que deixaram de ser mais práticos e sóbrios para se tornarem mais cartunescos e coloridos.

Agora que os personagens das franquias X-Men e Quarteto Fantástico também estão sob a custódia do Marvel Studios, eles podem mergulhar ainda mais nesse conceito de fantasia, inclusive, abordando os X-Men de maneira diferente do que foi feito pela Fox nos últimos 20 anos, que estabeleceu os mutantes como algo mais sério, com uniformes padrão de couro preto e que eram uma espécie de grupo militar, ao invés de humanos com superpoderes. 

Por hora, nos resta aguardar para descobrir o que o estúdio nos reserva e torcer para que eles nos mostrem cada vez mais os super-heróis como eles devem ser

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