Capa da Publicação

Sonic nos 8 Bits: Parte 1 – Sonic The Hedgehog!

- – Uma versão mais simples, mas igualmente excelente!

Por Raphael Martins Sonic, o ouriço mais rápido do mundo, explodiu rapidamente em popularidade nos anos 90 após o lançamento de seu primeiro jogo para o Mega Drive. Em pouquíssimo tempo, o personagem já era tão famoso quanto o Mario e até o Mickey Mouse, se tornando uma das “caras” do vídeo game naquela época.

Embora tenha ficado famoso no console de 16 bits da Sega, o ouriço também teve jogos para o Master System e o portátil Game Gear. E nessa nova série, vamos explorar os melhores deles, começando pelo primeirão, que adaptava o game de Mega Drive ao mesmo tempo em que criava uma experiência diferente.

A tela principal de Sonic no Master System: a aventura vai começar!

Vendo o sucesso que o jogo estava fazendo no Mega Drive, a Sega tratou logo de encomendar uma versão para o Master System, que fazia muito sucesso no Brasil e na Europa e ainda lutava por um espaço entre o público americano, tomado pela Nintendo desde os anos 80. Assim sendo, após alguns meses, Sonic chegava ao console de 8 bits da empresa, com uma versão de Game Gear vindo logo depois.

Contudo, o jogo não foi desenvolvido pela Sega. Para isso, eles contrataram a desenvolvedora Ancient, cujo dono era ninguém menos que Yuzo Koshiro, hoje famoso no mundo inteiro por suas muitas contribuições para a game music como um todo.

A história é a mesma: o Dr. Robotnik, ou Dr. Eggman, para os fãs mais novinhos, sequestrou ou animais da ilha onde Sonic mora e os transformou em robôs. Agora, cabe ao ouriço supersônico libertar todos eles e dar uma boa sova no cientista louco para que ele não se meta mais com seus amigos.

Na versão em 8 bits, um mapa do mundo aparece a cada início de fase

Em matéria de jogabilidade, o game é idêntico ao de Mega Drive. São dois botões, os dois fazem o personagem pular, e ao apertar pra baixo durante uma descida, Sonic fica muito mais veloz, sendo impulsionado para longe. Esse movimento também permite que o jogador acesse áreas secretas, que não poderiam ser encontradas de outra maneira.

Ao pular nos monitores espalhados pelas fases, dá pra ganhar vidas e escudos, que protegem Sonic de ataques inimigos. Também existem checkpoints, lugares onde você pode continuar a partir deles caso percas uma vida. No Master, eles vem na forma de um monitor, e não na de um “poste” como no Mega.

São ao todo 6 zonas com duas fases cada, sendo a terceira um chefe. A primeira fase é Green Hill Zone, adaptando o que foi visto no Mega Drive. Mas depois disso, este game se torna algo completamente novo, com fases que não aparecem na versão de 16 bits.

Jungle Zone: essa fase você não viu no Mega Drive

Quem só jogou a versão para Mega Drive, aliás, vai se surpreender bastante com esta aqui, com tantas diferenças que dá pra se notar de cara. O método para coletar as Esmeraldas do Caos, por exemplo, não é o mesmo. Enquanto que no Mega elas estão nos estágios de bônus, no Master elas estão escondidas pelas fases.

Falando nos bônus, o Master System também tem, mas quem pensou que isso também é diferente nos 8 bits, acertou em cheio. Aqui, Sonic pula sem parar em molas e coleta anéis, vidas e continues. Se não cruzar a linha de chegada até o tempo acabar, já sabe: perde tudo.

Os gráficos do jogo são muito bonitos e detalhados para os padrões do Master System. Os cenários são coloridos, os sprites dos inimigos tem muitos detalhes, mas algumas coisas que tinham no Mega, como as plataformas em loop tão marcantes, foram deixadas de lado. Ainda assim, este é um game que explora muito bem as capacidades gráficas do 8 bits da Sega.

No Master, as fases de bônus são bem diferentes

Assim como no Mega, um dos pontos mais altos do game é sua trilha sonora, que no Master é totalmente diferente, mas tão envolvente quanto. De igual, só a música da primeira fase e alguns poucos temas trazidos da versão original de 16 bits, como a da tela de abertura e da invencibilidade. Tirando isso, é tudo novo.

Toda a trilha foi composta por Yuzo Koshiro, que um mês depois trabalharia nas músicas do jogo que o tornou famoso no mundo inteiro: Streets of Rage. Destaque para o tema da Labyrinth Zone, a “fase da água”, sempre presente em todos os jogos do ouriço.

Sonic The Hedgehog foi o último jogo do Master System a ser lançado na América do Norte, um território onde o console nunca fez muito sucesso. No Brasil, saiu em duas versões: uma em cartucho e outra nas memórias dos modelos Master System III, em uma estratégia de marketing muito parecida com o que estava dando certo no Mega Drive, que vinha com o cartucho do jogo de brinde.

Se você curtia o game no Mega Drive e não conhece essa versão, está perdendo um jogaço. O Sonic de 8 bits é tão divertido e envolvente quanto sua contraparte de 16 bits, resistindo ao teste do tempo e se mantendo interessante até hoje. Vale muito a pena jogar!

E na semana que vem, continuaremos nossa jornada na cadência supersônica do ouriço mais rápido da Terra pelos 8 bits com Sonic The Hedgehog 2, que também é bem diferente de sua versão original. Mas não precisa aguardar impaciente e batendo o pé igual o personagem, logo logo a gente chega lá!

Veja também:

Imagem de perfil
sobre o autor Raphael Martins

Já fui um pouco de tudo: apresentador de TV, repórter, roteirista e hoje sou redator nesse noblário site. Gosto de longas caminhadas na praia, HQs, games, tokusatsu, cinema e filé com fritas. Você pode trocar uma ideia comigo e me ver reclamar da vida no Twitter @aqueleraphael